A inquietação dos corpos diante das provas

 

Nossos níveis internos de inquietação podem nos gerar grandes desvios de conduta se não soubermos nos vigiar, escutar, acolher e perdoar. A inquietação na grande maioria das vezes é provocada por auto-sabotagem do trabalho de escuta interna. Quando não damos atenção ao que nosso corpo fala, ao que nosso coração fala, ou mesmo ao que nosso instinto fala, podemos entrar em processo de inquietação constante; e no caminho de liberação da inquietude, nos ouvir é correspondente a nos amar.

A vigília está neste caminho de desenvolvimento de amor próprio, e é algo precioso e belíssimo, nos instrui e eleva!

Vigiar e perceber o que se passa em nosso mundo interior gera acolhimento do puro e do impuro, facilitando assim a manifestação do puro, pois após tomada de consciência, a escolha do vir a ser pode se dar.

Vigiar um pensamento, uma emoção ou sensação pouco edificante, é exercício que devemos desenvolver, já que pretendemos cuidar de nós mesmos e aprender a nos observar adquirindo tolerância e amor pelas nossas próprias dificuldades e criações indevidas. Mas temos que nos ver, nos ouvir e deixar manifestar algo que não queremos ver, para então termos a vigília como exercício de escuta e observação constante.

A escuta interna é sagrada quando nos leva à glória da aceitação de tudo o que somos e vivemos, desde os potenciais às limitações. Essa escuta amorosa, nos oferece uma caminhada firme quando temos propósitos definidos e alimentados em nossas almas. A clareza de nossos propósitos diante da vida, e diante das atividades que pretendemos manifestar, é o que eleva nosso potencial de força e destemor.

A escolha dos caminhos a serem seguidos, nos oferece a condição de praticar a vigília e a escuta, tendo em vista que quando nos ouvimos e acolhemos o que parte de nós, podemos fazer a liberação das emanações de nossa psique e nos direcionarmos com amor e tolerância ao caminho que atende ao nosso propósito, sendo então firmes em nossas decisões, podemos alimentar somente aquilo que agrada à nossa presença pacífica e plena, de ser.

O silêncio, o profundo silenciar, em estado interno de relaxamento e abertura, é a condição de desenvolvimento de escuta interna e acolhimento das emanações provenientes do inconsciente, para posterior harmonização e transmutação. O auto perdão é a condição de aceitação e direcionamento. Todos nós produzimos emanações impuras todos os dias, mas temos de acolhê-las, nos perdoar e escolher alimentar aquilo que nos traz paz e realização interna.

Existe sempre um propósito que nos direciona ao caminho da paz. O ser que possui o ideal de alcançar a paz interior está se abrindo à captação de um potencial imenso de realização pessoal e alegria de viver, longe dos padrões pré-definidos pela massa, esse ser alcançou uma condição individual de se sentir grato pela vida.

Se escute mais e perceba em si um potencial imenso de aceitação de tudo o que você verdadeiramente é.